segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Beber (n)o Carnaval
Porquê escrever? Porquê sempre este drama em redor da escrita, dos seus desígnios e validades? Porque não deixar isso de lado e beber (n)o Carnaval? Não faço ideia dos motivos históricos desta festa e isso parece-me grave. Há crianças de fadas a passarem aqui mas as crianças são fadas todos os dias. Há adultos que queriam uma fantasia todo o ano, sempre diferente, a mudar consoante o desconforto quotidiano se instalasse. Quantas pessoas são felizes, de todos nós? Quantas vezes por semana choram, em média, as pessoas todas do mundo? É esta sociedade tecnológica moderna desencontrada que nos isola e nos sacrifica no silêncio do computador? Ou sempre vivemos da mesma forma só que tragicamente hoje sabemos e vemos na caixa dos sonhos que no Brasil há uma festa mágica à qual talvez nunca assistamos, em Veneza vivem-se mentiras de dourado e porcelana requintada e nós somos pequenos em tanto espaço e vida e exuberância e existimos no confinamento dos braços estendidos? Porque é que se proclama a alegrial mundial e ninguém fica alegre? Ou sou só eu...?
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